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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O guarda roupa da mulher espiritual



Caros leitores:
  Apesar do título ser dirigo às mulheres, no entanto este estudo abrange os dois gêneros. Jesus os abençõe ricamente.

1)      O cinturão da verdade
O cinturão a que Paulo se refere era de fato bem largo, de couro ou metal, usado pelo soldado em redor da parte mais baixa do seu tronco para segurar a armadura bem apertada e para carregar sua espada. Era também usada para carregar dinheiro e outras coisas de valor. “Cingir” significa preparar para lutar (1Sm 25:13).
A verdade é a própria essência do evangelho: o plano de Deus para nos livrar da escravidão do pecado através da morte, do sepultamento e ressurreição sacrificiais do Seu Filho. Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Jo 8:32.
2)      A couraça da justiça
Esta parte da armadura (o equivalente atual a um colete à prova de balas) protege o coração e outros órgãos vitais do soldado. O cinturão da verdade é que o segura firme. Justiça simplesmente significa “ação correta”, “retidão”, ou “conformidade com a vontade de Deus.”  É importante lembrar que a verdade e a justiça sempre andam JUNTAS.
Salomão aconselhou: “Guarda teu coração, porque dele procedem as fontes de vida.” Pv. 4:23. Satanás frequentemente tenta comprometer nosso padrão de justiça com o argumento é por uma boa causa.”
3)      As sandálias do Evangelho da paz
Calçar as sandálias é símbolo de preparação. Nos tempos de Paulo, as pessoas não andavam calçadas dentro de casa. Colocar os sapatos indicava que você estava saindo da proteção da casa.
As Escrituras nos afirmam que “a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” Fp. 4:7
4)      O escudo da fé
Vários tipos de escudo eram usados nos tempos de Paulo, mas essa analogia se refere a um escudo retangular grande que protegia o corpo inteiro. Era comum o soldado “ungir” seu escudo com óleo para que refletisse os raios do sol como forma de cegar o inimigo e também desviar seus ataques.
É importante termos fé em Deus- não fé na fé. Nossa confiança em Deus precisa ser baseada no Seu caráter e confiança, não nossa habilidade de seguir uma fórmula. As Escrituras dizem que “sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.”Hb. 11:6

5)      O capacete da salvação
O capacete não só protege a cabeça do soldado na batalha, ele carrega a insígnia ou símbolo que identificam a qual exército ele pertence. Em 1 Ts. 5:8 “sejamos sóbrios, revestindo-nos da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação.” A esperança da salvação protege o crente dos ataques à sua mente, um dos alvos principais de Satanás.
6)      A espada do Espírito
A espada é usada não só para nos defender contra o inimigo, mas para atacá-lo de forma ofensiva. A espada de Paulo é a Palavra de Deus. “tomai também...a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus”. Ef. 6:17

Referência:
Manual da mulher para a batalha espiritual
Autoras: Quin Sherrer
                  Ruthanne Garlock
Editora: Atos/1996


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Como orar em favor da alma (a sua e a dos outros)


      Para as pessoas prudentes, a maneira de orar em favor da alma é governada pela maneira como você crê que Deus age. Por exemplo, se você crê que Deus muda a alma das pessoas, para que tomem decisões novas e corretas, então Lhe pedirá que realize essa mudança da alma por meio do evangelismo e do ensino. Mas nem todos são prudentes no que diz respeito à maneira como oram. Não consideram que um conceito sobre a pessoa de Deus está por trás de suas orações.
     Portanto, o que estou sugerindo é que aprendamos a orar em favor da alma, primeiramente, com base na maneira como a Bíblia expressa esse tipo de oração. Se fizermos isso, nossas orações provavelmente serão boas orações, e, nesse processo, aprenderemos como Deus age.
      Eis a maneira como eu oro em favor de minha alma. Faço estas súplicas repetidas vezes — em favor de mim mesmo, minha esposa, meus filhos, nossos presbíteros e pastores e toda a nossa igreja. Isto é o “feijão e arroz” de minha vida de oração.
1. A primeira coisa que minha alma necessita é uma inclinação por Deus e sua Palavra. Sem isso, nada valioso acontecerá em minha vida. Tenho de querer conhecer a Deus, ler a sua Palavra, aproximar-me dEle. De onde vem esse “querer”? Vem de Deus. Por isso, Salmos 119.36 nos ensina a orar: “Inclina-me o coração aos teus testemunhos e não à cobiça”.
2. Preciso ter os olhos de meu coração abertos, para que, quando a minha inclinação levar-me à Palavra, eu veja o que ela realmente diz e não as minhas próprias idéias. Quem abre os olhos do coração? Deus o faz. Por isso, Salmos 119.18 nos ensina a orar: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei”.
3. Também preciso que meu coração seja iluminado com essas maravilhas. Tenho de ver a glória que há nessas maravilhas e não somente os fatos interessantes. Quem ilumina o coração? Deus o ilumina. Por isso, Efésios 1.18 nos ensina a orar que sejam “iluminados os olhos do vosso coração”.
4. Preocupo-me em que meu coração não fique dolorosamente fragmentado e partes dele permaneçam na escuridão, enquanto outras partes  estão iluminadas. Por isso, anelo que meu coração esteja unido com  Deus. De onde procede a integralidade do coração e a união com  Deus? De Deus. Por isso, Salmos 86.11 nos ensina a orar: “Andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome” (Bíblia Revista e Corrigida).
5. O que eu realmente espero desse envolvimento com a Palavra de Deus e com o Espírito Santo, em resposta às minhas orações, é que meu coração se satisfaça com Deus, e não com o mundo. De onde vem essa satisfação? Ela vem de Deus. Por isso, Salmos 90.14 nos ensina a orar: “Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias”.
6. Não desejo que minha felicidade seja fraca ou débil, e sim forte e durável, em meio às piores adversidades. Quero ser forte na alegria e perseverar durante as épocas de provações. De onde vêm esse vigor e perseverança? Eles vêm de Deus. Por isso, Efésios 3.16 nos ensina a orar: “Para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior”.
7. Não quero que meu vigor em Cristo seja frutífero apenas para mim, mas também para os outros. Evidentemente, “mais bem-aventurado é dar que receber” (Atos 20.35). Por isso, quero produzir boas obras e atos de amor para as outras pessoas, de modo que a glória de Deus seja vista em minha vida, e outros provem e vejam que o Senhor é bom. Quem produz essas obras de amor? Deus as produz. Por isso, Colossenses 1.10 nos ensina a orar: “A fim de viverdes de modo digno do Senhor… frutificando em toda boa obra”.
8. Finalmente, para que não perca o alvo final, eu oro, dia após dia — como um tipo de bandeira que drapeja sobre todas as minhas orações — “Santificado seja o teu nome” (Mateus 6.9). Senhor, faze que teu nome seja conhecido, temido, amado, apreciado, admirado, adorado e crido, por causa de minha vida e ministério.
Tudo isso eu oro em nome de Jesus, porque Deus nos dá essas coisas somente com base na morte de Jesus. Ele morreu por mim e removeu a ira de Deus, para que o Pai me desse gratuitamente todas as coisas (Romanos 8.32).
Senhor, ensina-nos a orar, desde o começo até ao fim, de uma maneira bíblica e com uma percepção bíblica de como Tu ages no mundo. Mostra-nos a Ti mesmo e como Tu ages, para que oremos como devemos. E ensina-nos a orar como devemos, para que vejamos como Tu ages.

Devocional extraído do livro Provai e Vede, de John Piper.
Copyright: © Editora FIEL
Permissões: a postagem de trechos deste livro foi realizada com permissão da Editora Fiel.